O comunicado:
A discussão:
Ia meramente citar esta opinião com que me identifico (e que me parece um bom ponto de partida para uma discussão digna, séria e pluralista sobre o tema).
Ainda assim, a discussão existente noutros lados leva-me a tecer curtas deixas perante aquilo que tem sido dito (e perante o que penso que devia ser discutido).
O fundamental da discussão:
Que medida permitirá – ou que medidas permitirão - a resolução dos gravíssimos problemas financeiros da Sporting SAD no imediato?
O acessório da discussão:
“Os ladrões que roubam o clube desde 1995 querem-no chular até ao fim, são uns gatunos e temos de os meter na rua.”
O incompreensível na discussão:
Pessoas inteligentes e que conhecem a realidade do Clube preocuparem-se mais com o acessório que com a discussão da resolução dos problemas do Sporting.
Mais: pessoas que insultam e enxovalham outros associados por, perante problemas reais do Clube, aceitarem uma solução – boa ou má – para o problema já referido.
Ou seja, por terem uma opinião diferente. A questão é que o SCP não é de ninguém… ainda que me pareça que muitos pensem que a sua opinião seja lei universal.
O método eleito para a solução:
A ideia é de que não se deve deixar aos associados do Clube o julgamento das medidas que sirvam para resolver os problemas financeiros da sua SAD. Não concordo - mesmo que a representatividade dos sócios numa AG seja complicada de avaliar.
Porque a maioria dos associados do Sporting não são indivíduos que se preocupam mais em apontar o dedo a quem propõe as suas soluções para problemas reais do Clube e da SAD, do que em procurar soluções alternativas para esses mesmos problemas.
Infelizmente, está confirmado: o autoritarismo (“eu penso assim, e todos os que assim não pensam ou estão errados ou são bandidos e vendidos”) leva ao autoritarismo…
O meu caminho a seguir:
Deixarmos as considerações e os ataques pessoais, as adjectivações insultuosas a quem propõe uma solução (no caso, a fusão entre a Sporting Património e Marketing, SA e o Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD).
Mas procurarmos perceber o problema que leva á solução proposta (quem conhece a realidade do Clube, sabe que é grave), fazer considerações sobre ele – sem pretender ser o dono da razão ou o cobrador do fraque -, e procurar outras soluções.
PS - Perdoem-me a organização e estruturação, por certo confusa, do texto. Não duvido que o voltaremos a abordar.


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